Dicas de sobrevivência ao mercado de trabalho brasileiro

sobrevivendo ao mercado de trabalho brasileiro

A palavra crise no que se refere ao mercado de trabalho brasileiro é tão recorrente que quase perde o sentido. Lidamos constantemente com longos períodos de insegurança e instabilidade em relação à ocupação e, consequentemente, à sobrevivência.

Mesmo aqueles que já conseguiram dar os primeiros passos na trajetória profissional, frequentemente encontram dificuldade para progredir na carreira e melhorar as condições de vida.

Não raro, toda a dedicação ao trabalho é insuficiente para proporcionar a qualidade de vida almejada. Após um período de otimismo, a crise econômica iniciada nos anos 2010, e que ganhou proporções maiores com a pandemia do coronavírus, fere as perspectivas de diversos trabalhadores.

Infelizmente, não é razoável amenizar a realidade do contexto para levantar temporariamente os ânimos. Entretanto, mesmo nas situações complicadas, é possível encontrar saídas para lidar melhor com os desafios. O primeiro passo é sempre conhecer onde está pisando.

Diante disso, vamos contextualizar como está o mercado de trabalho brasileiro e oferecer algumas dicas para sobreviver nele. Confira!

O desafio de sobreviver ao mercado de trabalho brasileiro

Quando falamos em sobreviver ao mercado de trabalho brasileiro, para muitos é algo literal. Desde 2016 a taxa de desemprego cresce e aumenta vertiginosamente a competitividade para ingressar ou progredir no mercado.

Atualmente, o Brasil tem uma das maiores taxas de desocupação entre os países emergentes e maiores economias do mundo. Segundo o artigo de Douglas Rodrigues, no jornal Poder 360, em 2020, essa taxa era de 14,1%, atingindo cerca de 14 milhões de cidadãos.

Ainda conforme o mesmo artigo, tal estatística é preocupante, pois além do patamar histórico de desemprego nos últimos anos, a desocupação atinge um número considerável de pessoas em condições de trabalhar. No primeiro semestre de 2020, a população ocupada teve uma queda de mais de 10 milhões.

Além disso, o contexto geral de crise, agravado pela pandemia do coronavírus, contribuiu para o aumento da exigência do mercado de trabalho brasileiro em relação às competências dos trabalhadores, o que influenciou na mencionada taxa de desocupação.

Até mesmo os postos elementares têm demandado maior tempo de estudo e habilidades básicas em informática. Por conseguinte, as funções técnicas têm exigido maior nível de especialização, conhecimento de intermediário a avançado em informática, conhecimento em língua estrangeira, dentre outras habilidades.

Diante disso, temos o panorama de um mercado altamente competitivo e exigente. O desafio é ainda maior para quem está começando ou buscando recolocação, pois tanto a falta de experiência quanto o intervalo de tempo sem emprego prejudicam os profissionais nos processos seletivos.

O desafio é maior para mulheres, dentre outros grupos sociais…

Além dos desafios mencionados, critérios menos íntegros também interferem nas possibilidades dos profissionais. Em 2019, segundo artigo de Yasmin Lisboa no site da TV Futura, a PNAD Contínua indicava que a população feminina era a maior em idade de trabalho e também a que apresentava maior índice de desocupação.

Nesse ponto, o Brasil reflete um retrocesso geral na América Latina. Segundo o artigo de Maria Magdalena Arrellaga e Patrícia Monteiro no El Pais, em 2020, aproximadamente 8,5 milhões de mulheres saíram do mercado de trabalho no terceiro trimestre.

Uma das razões para essa situação é o aumento da atribuição às mulheres em relação aos cuidados da casa, de crianças e outras pessoas, intensificada pelo isolamento social, inclusive devido ao fechamento de creches e escolas. Outros grupos minoritários, como negros e LGBTQI+ também enfrentam maior resistência para ingresso no mercado de trabalho brasileiro.

Como sobreviver ao mercado de trabalho brasileiro?

Diante da quantidade de questões e desafios que o mercado de trabalho brasileiro apresenta, um certo desânimo pode nos levar a autossabotagem e estagnação em situações desconfortáveis.

Diante desse sentimento, é preciso ter em mente que, embora não se possa fazer muita coisa em relação a muitos problemas apresentados, pode-se persistir, investindo em si, nos objetivos e qualificações, de modo a abrir portas mesmo em um contexto tão complicado.

Existem algumas atitudes que basicamente asseguram o sucesso em dar mais alguns passos na trajetória profissional e domar o leão do mercado de trabalho brasileiro. Algumas delas são:

Investir em formação e qualificação

Sabemos que tanto para quem está trabalhando, quanto para quem está desempregado, investir nos estudos pode ser complicado. No primeiro caso, por causa do tempo e, no segundo, devido ao investimento financeiro.

Contudo, vale a pena buscar saídas para conseguir ampliar a formação e qualificação. Como mencionado, o mercado de trabalho brasileiro está cada vez mais competitivo e, tanto para a inserção quanto para a progressão, as formações, especializações e afins são diferenciais determinantes.

Ganhar experiência com trabalho voluntário

Para quem está precisando de um salário ou aumentar os rendimentos, parece absurdo sugerir que faça trabalho voluntário. Todavia, essa alternativa é uma maneira surpreendentemente efetiva de ganhar experiência em áreas de interesse.

É possível encontrar projetos colaborativos, ONGs e instituições que oferecem vagas de trabalho voluntário para as mais diversas profissões. Alguns meses de doação e dedicação, mesmo com as dificuldades, podem resultar na conquista de um novo emprego ou promoção.

Desenvolvimento de competências comportamentais

Desenvolver competências comportamentais se tornou extremamente importante para pessoas de qualquer área. O motivo é que um profissional sempre lida com pessoas, sejam clientes, colegas de equipe, colaboradores de outros setores ou lideranças.

O desgaste gerado por condutas inadequadas ou uma comunicação falha, em um contexto no qual as empresas e instituições buscam cada vez mais por produtividade e economia de processos, não vale a pena.

Portanto, inclusive se perceber que apesar das qualificações não tem conseguido caminhar na carreira, pode ser preciso desenvolver melhor as competências comportamentais. Algumas delas são: foco, empatia, pensamento crítico e criatividade.

Sabemos que falar do mercado de trabalho brasileiro é algo complexo e lidar com ele, na prática, é ainda mais trabalhoso. Contudo, esperamos ter contribuído ao menos um pouco para você se informar e começar a movimentar sua carreira, apesar dos grandes desafios.

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