Expectativas para o Mercado de Trabalho Pós-Pandemia

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Embora o momento seja de incerteza, algo que podemos afirmar é que o mercado de trabalho pós-pandemia não será o mesmo. É regra que marcos históricos, como o que vivemos, trazem mudanças significativas às estruturas sociais, exercendo impacto nas principais instituições.

Podemos retomar, como exemplos, a pandemia da gripe espanhola, em 1918, ou mesmo as duas grandes guerras, todas as situações que marcaram mudanças sociais e, consequentemente, no mercado de trabalho.

Não é exagero tais comparações, uma vez que a pandemia do Coronavírus é a segunda mais letal que já houve na história, atrás da gripe espanhola conforme mencionado anteriormente. Além disso, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a crise econômica decorrente do atual contexto pode ser maior que a da Grande Depressão de 1929.

De um modo geral, seus impactos na sociedade, incluindo a economia e mercado de trabalho já são visíveis. Desde que se constatou que nos encontrávamos diante de uma pandemia, o isolamento social desencadeou e acelerou mudanças no nosso modo de vida, que diferente do que alguns pensam, não serão integralmente passageiras.

Apesar do cenário pessimista, nem todas as transformações são negativas, mas exigem adaptação e preparação. As expectativas para o mercado de trabalho pós-pandemia são uma das questões preocupantes e necessárias de se pensar nesse momento. Diante disso, vamos trazer alguns pontos importantes sobre o assunto. Veja a seguir!

Por que o mercado de trabalho pós-pandemia nunca será o mesmo?

A resposta para essa questão pode parecer óbvia, contudo, muitos ainda permanecem céticos acerca das mudanças irreversíveis decorrentes do momento vivido. O que essas pessoas não sabem é que certas transformações que estamos vivendo já eram projetadas para alguns anos adiante e foram aceleradas pela situação.

A adesão ao home office ou trabalho híbrido, flexibilização das jornadas de trabalho, automação de processos e transformação digital se mostraram necessidades diante da pandemia do Coronavírus. Contudo, já estavam previstas para ocorrer aos poucos. As próprias mudanças nas leis trabalhistas favoreciam essa adaptação.

O que houve de diferente é que tivemos que aprender “na marra” a mudar o modo como trabalhamos, nos comunicamos, aprendemos, interagimos. Isso acabou por gerar outras consequências, como o relevo às questões de saúde mental, algo também marcante e decisivo para a mudança no mercado de trabalho pós-pandemia.

Considerando que há mais de um ano estamos sofrendo com os impactos dessa situação, certamente, não haverá retorno ao “velho normal” e, mais do que adaptações, as consequências também não cessarão com o fim da pandemia.

Embora não seja possível ter certezas absolutas sobre o futuro, muitos estudos já apontam expectativas para o que virá com base nas transformações geradas pelo contexto atual. Vamos falar sobre algumas dessas questões!

Conheça algumas expectativas para o mercado de trabalho pós-pandemia:

Trabalho remoto ou híbrido

Em 2018, segundo o IBGE, 3,8 milhões de pessoas já trabalhavam à distância no Brasil, número que aumentou 5 vezes com a pandemia. Certamente, as empresas enfrentam desafios para se adaptar a essa modalidade de trabalho, como a necessidade de recursos tecnológicos atualizados, reformulação nos modos de interação da equipe, monitoramento da produtividade, dentre outros.

Entretanto, os empreendimentos também puderam vislumbrar os benefícios de ter seus colaboradores trabalhando remotamente, ou com presença pontual no escritório (forma híbrida). Pesquisas estimam que a economia gerada por essa alternativa é de aproximadamente 15%. A razão é a economia com manutenção do espaço físico, além de água, café, transporte, dentre outros custos.

Diante desse cenário, apesar dos desafios de adaptação, tanto para empresas, como para os profissionais, a tendência é que, uma vez adaptados, a balança pese em favor da manutenção do trabalho remoto ou híbrido para as profissões que permitirem tais alternativas.

Aumento e diversificação no uso de tecnologias no trabalho

Se até pouco tempo, em muitos ambientes de trabalho, assim como nos espaços educacionais, o uso do celular era restrito e até condenado, o uso desse dispositivo e outros equipamentos tecnológicos se tornou cotidianamente necessário.

Ao mesmo tempo, mesmo aqueles que se achavam familiarizados com o mundo digital, se viram diante do desafio de aprender a utilizar uma diversidade de ferramentas e protocolos para realizar seus trabalhos e estudos online.

Diante do novo desafio, as instituições precisaram buscar soluções eficientes e adequadas para a predominância das atividades remotas, incluindo softwares de integração e investimento em segurança da informação.

Poderíamos falar longamente das adaptações digitais que vieram com o impacto da pandemia, diversificando e acelerando uma tendência que já existia. Mas, para pensar o mercado de trabalho pós-pandemia, há dois pontos que merecem atenção especial dos profissionais.

O primeiro é que qualquer profissional que pretenda se manter e continuar crescendo nesse mercado, precisará aprender a lidar com a diversidade de ferramentas tecnológicas que podem ser necessárias à sua profissão, independentemente da sua área de formação inicial.

Fora isso, não é só o conhecimento técnico que importa nesse sentido. O desenvolvimento de habilidades comportamentais também será um diferencial, uma vez que o trabalho, a partir dos meios digitais, exige certas posturas, tais como o autocontrole, foco, maior cuidado na comunicação, organização, criatividade, dentre outros.

Atenção à saúde física e mental

Não só de tecnologia vive a sociedade. Essa premissa tornou-se muito evidente durante a pandemia, uma vez que uma parcela alarmante da população passou a sofrer com questões psíquicas, com ênfase nos quadros de ansiedade e depressão.

Nesse contexto, repensar e discutir a saúde mental relacionada às interações e ao trabalho tornou- se um hábito. Percebeu-se que esses aspectos exercem impacto na qualidade do trabalho, nos resultados das instituições e, mais importante, para a sociedade.

O resultado dessa evidência é que as práticas voltadas para a promoção da saúde mental e física, considerando também que estão interligadas, ganharam destaque nos mais diversos setores. Tanto como recurso individual, quanto como ação organizacional, é tendência crescente a adesão às práticas de saúde e cuidado.

Dessa maneira, profissões que atuam nessas áreas poderão perceber o aumento de oportunidades e de valorização. Fora isso, o autocuidado também estará na mira das empresas, inclusive favorecendo aqueles que percebem essa importância e a praticam.

Ainda que o mercado de trabalho pós-pandemia seja tão imprevisível quanto o futuro, em geral, esses são alguns pontos que os estudos e análises apontam como mudanças relevantes e que tendem a permanecer.

É claro que muitas outras questões poderiam ser incluídas, ou, ainda, mais detalhadas. Todavia, esses três aspectos são questões básicas e que, uma vez conhecidas pelos profissionais, podem ajudá-los a se planejar e preparar para o futuro. Apesar das dificuldades, esse é um momento de se reinventar: investindo nos estudos, na saúde, no desenvolvimento de novas habilidades.

Considerando o contexto discutido, como você se sente em relação ao mercado de trabalho pós-pandemia? Qual será o seu primeiro passo para se preparar? Conte para a gente nos comentários!

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