O risco de negligenciar as competências comportamentais

pessoa trabalhando nas competências comportamentais

As competências comportamentais, também conhecidas como competências emocionais ou soft skills são determinantes no mercado de trabalho atual. Assim como habilidades relacionadas a essas competências podem definir contratações, sua ausência tem motivado um número crescente de demissões.

Concentrados apenas em suas competências técnicas, diversos profissionais não entendem porque não conseguem encontrar uma colocação ou foram desligados. Não raro, são justamente as competências comportamentais a razão. A seguir vamos falar mais sobre elas e explicar porque elas não devem ser negligenciadas.

O que são competências comportamentais?

As competências comportamentais compreendem um conjunto de habilidades e atitudes, que conjugadas com o conhecimento do profissional, contribuem para a realização efetiva do trabalho.

Elas estão muito relacionadas às emoções e ao modo como elas são gerenciadas pela pessoa. Não se trata de sentir ou não sentir alguma coisa, mas da maneira de lidar com os sentimentos e direcionar a energia emocional na atuação profissional.

É perceptível, portanto, que elas não são aprendidas, diretamente, em cursos profissionalizantes ou acadêmicos. Elas começam a ser desenvolvidas desde a infância, no convívio familiar, escolar e social.

O risco de negligenciar as competências comportamentais

Como sinalizamos, as competências comportamentais têm sido determinantes para orientar contratações e demissões. Em algumas culturas organizacionais, elas já têm mais peso do que as competências técnicas, por serem mais difíceis de desenvolver.

Essa crescente valorização se dá devido a importância das competências comportamentais para o ambiente organizacional. Elas interferem desde na qualidade das relações interpessoais até no resultado final do trabalho.

Quando se trata de profissionais que trabalham de maneira mais direta com o público, então, elas se tornam imprescindíveis. É o caso, por exemplo, de profissionais de saúde, educação, assistência, vendas e afins.

Cargos de gestão e gerência também estão dentre os que não dispensam uma bagagem rica em competências comportamentais, uma vez que lidam com a liderança de pessoas, situações de conflito, mudança e tomada de decisão.

Para se ter a noção da relevância das competências comportamentais para o mercado de trabalho, não raro, recrutadores e gestores têm preferido manter uma vaga desocupada, do que contratar um profissional que não ofereça as habilidades emocionais necessárias ao cargo.

Diante desse contexto, negligenciar essas competências faz com que o profissional corra o risco de estagnar na carreira, estacionando no desemprego, em ocupações de baixo valor ou no mesmo cargo indefinidamente.

Conheça algumas competências comportamentais

As competências comportamentais são diversas e algumas delas podem ser mais valorizadas de acordo com a função.

Embora seja humano não ter todas elas, é importante que o profissional sempre busque desenvolver aquelas que são importantes para o seu trabalho, mas que ele ainda não apresenta em nível satisfatório.

Contudo, o primeiro passo para isso é conhecê-las. Para te ajudar com essa missão, vamos falar de algumas delas.

Equilíbrio emocional

Essa é uma das competências comportamentais mais disputadas no mercado, pois poucas pessoas a tem desenvolvida. Equilíbrio emocional é, realmente, uma competência desafiadora, pois diz respeito a conseguir gerenciar as emoções, de modo que elas não atrapalhem ou, pelo contrário, que ajudem na execução do trabalho.

Comunicação efetiva

A capacidade de se comunicar com clareza, educação e carisma também está no topo da lista das competências comportamentais mais valorizadas. Trata-se de algo fundamental para o trabalho integrado, evitar falhas e retrabalhos, além de prevenir situações de conflito.

Automotivação

Depender de um bom cenário externo para se sentir motivado é algo problemático, particularmente em contextos que passam por constantes crises. A automotivação, portanto, é um diferencial muito buscado nos profissionais.

Essa habilidade envolve conseguir manter o engajamento, dedicação e interesse nas atribuições, isto é, ser constante, mesmo que a situação seja volátil. Os que dominam essa competência, ainda, conseguem transformar cenários inicialmente ruins em algo positivo.

Trabalho em equipe

Trabalhar em equipe é mais do que estar na mesma organização que outras pessoas fazendo o seu trabalho. Essa competência envolve conseguir somar suas habilidades e talentos aos de outras pessoas.

Um dos conceitos relacionados ao trabalho em equipe é a sinergia. Trata-se de realmente se integrar com os outros, beneficiando tanto a convivência quanto o trabalho conjunto, de modo a oferecer resultados melhores do que a atuação de profissionais isolados.

Adaptabilidade

O cenário contemporâneo é marcado pelas mudanças e desafios constantes. Um exemplo extremo foram as adaptações demandadas pela pandemia do coronavírus, que exigiu, por exemplo, que muitos profissionais aprendessem novas maneiras de trabalhar a partir das tecnologias digitais.

Nesse contexto, a adaptabilidade é uma das competências comportamentais mais importantes. A capacidade de se reinventar, de não se abater com os desafios, de aceitar transformações e evoluir com elas é basicamente uma questão de sobrevivência no mercado de trabalho atual.

Aprendizado contínuo

Também em decorrência das mudanças constantes, mais uma das competências comportamentais visadas pelo mercado é a capacidade do profissional de aprender cotidianamente.

Isso envolve tanto o aprendizado orgânico, diante das demandas imediatas do ambiente, quanto ao investimento estratégico na ampliação e atualização das qualificações: realizando cursos complementares, capacitações, workshops, pós-graduação, dentre outros.

Perfil interdisciplinar

Embora ser especialista no que faz seja fundamental, principalmente para ocupações técnicas, isso não quer dizer que o profissional deve trabalhar com uma viseira que só o permita enxergar pela perspectiva de sua área.

A visão integrada das organizações demanda perfis mais dinâmicos, que dominem o saber de sua especialidade, mas também sejam capazes de interagir e dialogar com o conhecimento de outros profissionais.

Empatia

Uma das competências comportamentais mais básicas, a empatia é popularmente conhecida como a capacidade de se colocar no lugar do outro.

No âmbito profissional, essa habilidade se reflete em demonstrar compreensão quanto aos comportamentos alheios, na atitude de escuta e consideração dos pontos de vista de outras pessoas e em considerá-las nos processos de decisão.

Competências comportamentais como as listadas, quando desenvolvidas, são elementos de destaque para os profissionais no mercado de trabalho. Como foi possível perceber, elas oferecem uma contribuição imensurável para o crescimento efetivo das organizações.

Portanto, é fundamental que elas não sejam negligenciadas, uma vez que exercem impactos até mesmo no nível de qualidade das competências técnicas. Isto é, seja qual for a especialidade de um profissional, ele a exercerá melhor se tiver competências comportamentais bem desenvolvidas.

Embora tenhamos observado que elas são adquiridas no decorrer da vida, isso não quer dizer que elas não possam ser aprendidas na fase adulta. Realizar cursos voltados para competências comportamentais específicas, como liderança, relações interpessoais, comunicação e afins é uma alternativa.

Aspectos mais profundos podem ser trabalhados a partir de terapia, de medidas para aumentar a qualidade de vida, tal a prática de exercícios físicos e alimentação saudável, dentre outras possibilidades.

Para continuar conferindo dicas que te ajudarão com a sua vida profissional siga a Famart nas redes sociais!

Inscreva-se em nosso blog

Informe o seu primeiro nome e o seu melhor e-mail para cadastrar-se em nossa newsletter.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

X